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Sabe aquela história de ninguém solta a mão de ninguém? Mulheres pretas dão aula!

Escrito por Luciana Barreto

Quando o 13 de maio de 1888 não era nem mesmo uma ideia ou uma possibilidade, mulheres pretas já se articulavam para emancipar outras mulheres em condição de escravidão. Sabe-se que quituteiras do centro do Rio de Janeiro, por exemplo, acumulavam recursos para comprar a liberdade de outras pessoas em condição de servidão. Priorizavam meninas, jovens, para que pudessem libertar um ventre e frear ainda mais o processo de escravização dos negros.

Festival Latinidades 2016

Mulheres pretas trabalharam ativamente para a construção da ideia de liberdade no Brasil. Desenvolveram estratégias e partiram para a ação efetiva que culminou com a Abolição. Histórias que você provavelmente não conhecia há pouco tempo, mas que já são muitas na produção acadêmica, livros, blogues e escritas que ecoam entre nós.

Hoje falamos incessantemente sobre empoderamento, coletividade e formas de romper com a posição de subalternidade e fortalecer mecanismos para destruir estruturas de opressão. Tratamos de uma articulação que nunca deixamos de ter. Se 2018 exigiu mais de quem acredita em lutas coletivas, a boa notícia é que temos muito para ensinar. Pare um pouquinho, ouça nossas estratégias e venha se aquilombar também. Mergulhe na história do povo preto e acostume-se a lutar e sobreviver sempre. Como diz nossa brilhante escritora Conceição Evaristo: “eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer.”

Feliz 2019!

Sobre a Autora

Luciana Barreto

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