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Mulheres Negras preparam dia histórico em Brasília.

Mulheres Negras
Escrito por Luciana Barreto

Marcha promete reunir 20 mil mulheres nas ruas da capital federal

A morte de mulheres negras disparou no Brasil.  De acordo com o Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Estudos Sociais, o número de mulheres negras assassinadas cresceu 54% entre 2003 e 2013. No mesmo período, o número de mulheres brancas mortas caiu 10%.

Também são elas, as negras, as vítimas mais próximas de um escândalo no Brasil – o extermínio de jovens negros. Além disso, convivem com a desigualdade social e econômica, o racismo institucional, os piores salários, jornada de trabalho mais longa… A pauta de denúncias é extensa.

O Brasil tem 49 milhões de mulheres negras. Destas, 20 mil estão se movimentando, esquentando a temperatura e prometendo muito barulho. Saem em defesa da cidadania plena, marchando pelas ruas de Brasília no dia 18 de novembro.

A força destas mulheres tem explicação histórica. “As mulheres africanas das regiões onde foram trazidos os cativos para o Brasil tinham um papel muito ativo no pequeno comércio, em vários momentos chegaram a ser soberanas dos chamados reinos ou mesmo senhoras de aldeias. Um bom exemplo é a Rainha Nzinga, de Angola”, explica a professora de História da África da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mônica Lima.

Rainha Nzinga ou Ana de Souza, Teresa de Benguela, Aqualtune, Luiza Mahin e Dandara são algumas das inspirações de um grupo que estuda todas as estratégias para o sucesso de um evento que começou a ser preparado há dois anos por mulheres que querem fazer história.

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Luciana Barreto

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