Sobre a Autora

Luciana Barreto

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  • Meu engajamento na luta contra o racismo é intrínseco ao meu comportamento cotidiano desde criança. Meus pais nos ensinaram a respeitar as pessoas, independentemente da cor da pele. Nesse sentido, levei esse comportamento para a minha sala de aula desde 1988. Com o tempo, meu trabalho foi admirado por colegas e pela Prefeitura de BH onde fiz uma pequena exposição de um dos trabalhos desenvolvidos com as crianças. Eu o chamei “teia de barbante”. Consistiu em traçarmos, com barbante, uma “rede”, onde uma criança arremessa para a outra o rolo de barbante. Fixado em papel Kraft (oito ou mais), as crianças pintaram os espaços vazios utilizando-se várias cores e respeitando o limite (cercado pelo barbante). Isso levou as crianças a refletirem sobre o cuidado com os espaços, o respeito pelas coisas do outro e com o outro. Vários outros trabalhos foram realizados nos 25 anos em que atuei na Educação Infantil. Concomitantemente, em uma outra rede de ensino onde atuo como supervisora pedagógica, levei a proposta que fora muito bem aceita pelos professores. Anualmente, a História, a cultura e a literatura afro habita o nosso fazer pedagógico. Em 2015 publiquei capítulo sobre a educação antirracista. Em 2018 finalizei o mestrado com pesquisa em políticas educacionais para educação escolar quilombola. Sinto que ainda é pouco. Porém, acredito que os professores e professoras não devem aceitar como natural comportamentos que desqualificam o outro. Somos diferentes em inúmeros aspectos, mas não desiguais, o que nos qualifica a tratar nossos alunos, pais, cidadãos e cidadãs de maneira respeitosa. Cabe a cada professor e professora inserir em sua prática pedagógica o que exigido pela Lei 10.639/2003 e não aceitar qualquer manifestação segregadora.

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