Artigos

Ciência também é Diversidade

image
Escrito por Luciana Barreto

Já imaginou uma escola pública com pouco mais de 400 alunos de diversas partes do mundo, falando cerca de 24 línguas diferentes? Pois é. O que poderia ser uma grande confusão é um modelo de sucesso deste projeto pioneiro em Minnesota. O material valorizado por aqui se chama DIVERSIDADE.

O modelo de ensino quebra paradigmas. Numa explicação simples, entendem que, na ciência, precisamos de várias perspectivas para produzir um material de qualidade. É preciso respeitar a complexidade do ser  humano – gênero, raça, religião, orientação sexual, se é portador de deficiência e centenas de outros fatores. Quanto menos se respeita isso, pior a qualidade da ciência. “Precisamos de muitos meios pra compreender o mundo natural, caso contrário, nossa ciência não vai dar certo”, explica Liesl Chatman, diretora do projeto.

O método está sendo implantado em escolas públicas de Minnesota. Todo o currículo está sendo reformulado para que os alunos tenham como base as três áreas de atuação: liderança, a definição de identidade (quem somos) e a ressignificação das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Na ciência, precisamos de várias perspectivas para produzir material de qualidade. Se eu tiver algum privilégio – homem, branco e rico, por exemplo, vou falar mais, mas faremos uma ciência ruim. Como líder, meu trabalho é favorecer pra que todos falem”, complementa Liesl.

O Museu da Ciência tem recebido visitantes de todo o mundo pra observar os resultados. Lindo ver professores e diretores estudando durante as férias de verão e percebendo as próprias limitações.
Bem, a matéria-prima (DIVERSIDADE), nós já temos no Brasil…

 

image

 

image

 

 

Sobre a Autora

Luciana Barreto

Deixe um Comentário